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Problemas de audição prejudicam aprendizado

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por Kendra Chihaya
Seg, 05 de Dezembro de 2011 21:14
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Especialistas alertam para a necessidade de pais e professores estarem atentos quanto à possível deficiência auditiva desde os primeiros anos de vida


Um aluno desatento nem sempre é desinteressado nos estudos. A criança pode não participar das aulas por não conseguir assimilar o conteúdo ensinado pelo professor, e isso simplesmente porque não escuta direito, um problema que pais e professores podem demorar a perceber.

Com dificuldades para ouvir, a criança não aprende direito. Além disso, costuma ter conflitos de relacionamento com colegas e apresenta distúrbios de comportamento, como falta de concentração ou retraimento em excesso. Está comprovado que alunos com problemas de audição têm um rendimento escolar inferior.

Médicos e fonoaudiólogos chamam a atenção para a necessidade de um diagnóstico precoce. Quanto mais cedo o problema é detectado, maiores as chances de a criança ter uma vida normal. "Através do exame audiológico é possível verificar se a criança apresenta problemas para ouvir. Durante a audiometria, o fonoaudiólogo detecta o grau e o tipo de perda auditiva", explica Marcella Vidal, fonoaudióloga.

img 2297Em bebês e crianças pequenas, a deficiência auditiva – dependendo do grau – pode causar atraso no desenvolvimento da linguagem. Com isso, a criança pode ter dificuldade na fala, com reflexos na escrita e no aprendizado em geral. Quanto maior o grau da perda auditiva, maior a dificuldade em ouvir os sons de fala e do ambiente. Os prejuízos em geral são imensos. "Os pais de crianças com suspeita de perda auditiva devem agir rapidamente, buscando um serviço especializado para obter orientações sobre como desenvolver as potencialidades de seus filhos e não tratá-los de forma diferente. A tecnologia tem avançado muito também nessa área e hoje temos muitos recursos. Quando não existe a possibilidade de cirurgia, a criança terá benefícios utilizando aparelhos auditivos. Com essa combinação, ela ficará menos cansada e mais atenta, tendo oportunidade de aprender através da experiência e da interação social", conclui a fonoaudióloga Marcella Vidal.


Teste do olhinho

Exames médicos indispensáveis para o bom desenvolvimento da criança podem ser realizados nas primeiras horas de vida. Entre eles está o Teste do Olhinho, que apesar de não ser tão conhecido entre as mamães como outros exames de mesma importância (Teste do Pezinho, por exemplo), é capaz de detectar sérios problemas à saúde ocular do bebê. Rápido, simples e indolor, esse teste permite um diagnóstico precoce para um tratamento adequado, evitando danos irreversíveis à visão da criança ou, dependendo do caso, até mesmo a cegueira.

"A catarata infantil é responsável por até 20% dos casos de cegueira ou de baixa visão entre as crianças. Mas, se for detectada bem no início, as chances de cura são enormes. Por isso, é importante que esse exame seja feito logo que o bebê nasce. No Brasil, infelizmente, sua realização na rede pública de saúde ainda não é obrigatória em todos os estados", diz o neuropediatra Saul Cypel, da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, entidade que trabalha para gerar e disseminar conhecimento sobre o desenvolvimento integral das crianças de zero a três anos. Apenas 10 dos 26 estados oferecem o teste, além do Distrito Federal.

Além da catarata, o Teste do Olhinho ajuda a identificar outras doenças: retinoblastoma, doença de coats, glaucoma, retinopatia da prematuridade, toxoplasmose, coloboma, toxocaríase, persistência hiperplásica do vítreo primitivo, hemorragia vítrea, uveítes, altas ametropias e meduloepiteliomas.


Fonte: Folha Web


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