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Solução para a surdez através de células estaminais

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por Alessandro Zagheni
Seg, 24 de Janeiro de 2011 13:50
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A investigação das células estaminais em ratos é motivo de esperança para os que sofrem de surdez irreversível. Uma equipe liderada por Stefan Heller, da Universidade Stanford tem como objetivo descobrir os princípio básicos de como o ouvido interno detecta o som, criando grupos de células que podem, potencialmente, substituir aquelas danificadas ao nível do ouvido. As suas descobertas foram publicadas na edição de "Cell" a 14 de Maio de 2010.


loudspeakersUma equipe liderada por Stefan Heller, da Universidade Stanford tem como objetivo descobrir os princípio básicos de como o ouvido interno detecta o som, criando grupos de células que podem, potencialmente, substituir aquelas danificadas ao nível do ouvido. As suas descobertas foram publicadas na edição de "Cell" a 14 de Maio de 2010. "Basicamente, observamos o processo de desenvolvimento do ouvido interno e tentamos reproduzir esses mesmos processos num tubo de ensaio", disse Heller. O ouvido interno contém diversas células ciliadas que se deformam quando as ondas sonoras as atingem. Pouco se sabe sobre como estas células transformam as ondas sonoras em sinais neurais, que nós interpretamos como som, disse Heller. 

Verifica-se um certo mistério em torno do processo da audição em comparação com os outros sentidos, tais como a visão, porque o ouvido interno é menos acessível e há relativamente poucas células ciliadas. À semelhança de algumas células do olho, as células ciliadas, quando morrem, geralmente não se regeneram. As terapias com células estaminais ou células derivadas de embriões que se podem transformar em diferentes tipos de células, pode, potencialmente, restaurar a audição. 

A equipe de Heller tratou células retiradas de embriões de ratos com várias moléculas sinalizadas, que se transformaram em células, aparentemente semelhantes e que funcionavam como células ciliadas normais.  As imagens obtidas através de um microscópio eletrônico de alta resolução revelou que as células criaram alelos entre si e formaram feixes. Quando os feixes foram mecanicamente estimulados com um pedaço fino de vidro, as células geraram correntes elétrica que se assemelham às produzidas por novas células ciliadas.

Para os pacientes cujas células ciliadas morreram devido a causas comuns, tais como, a exposição ao ruído, medicação (ototoxicidade) ou envelhecimento, há uma boa possibilidade de que a regeneração dessas células venha a ser uma alternativa ao uso de implantes cocleares, disse Albert Edge, um cientista da Universidade de Harvard que investiga as várias formas de substituir as células danificadas do ouvido interno. "Se este processo realmente funcionar corretamente, poderá ser uma cura e não um tratamento", disse Albert Edge.

A criação de células ciliadas artificialmente, poderá permitir que os cientistas descubram moléculas que permitam a audição, bem como drogas que estimulem o crescimento de novas células ciliadas. 

Contudo, há ainda um longo caminho a percorrer. "Só porque conseguimos reproduzir essas células artificialmente, não significa que elas funcionem corretamente quando introduzidas no ouvido interno", disse Edge.

Para restaurar a audição, os investigadores ainda têm que descobrir como produzir milhões de células ciliadas, evitar que as células estaminais venham a degenerar em tumores e traduzir o trabalho para as células humanas. "Eu sou muito cauteloso em dizer que isto conduzirá a uma cura para a surdez que está ao virar da esquina", disse Heller. A cura é pelo menos uma década", disse Heller.


Artigo retirado de Stem Cell Solution for Hearing Loss Makes Progress

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