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Triagem continua sendo a melhor prevenção para doenças auditivas

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por Kendra Chihaya
Qua, 02 de Maio de 2012 00:03
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Segundo a Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia apenas 10% dos recém-nascidos no Brasil fazem triagem auditiva no primeiro ano de vida, mesmo sabendo que o diagnóstico e as intervenções precoces fazem com que as crianças com perdas auditivas apresentem desenvolvimento da linguagem igual às crianças com audição normal.

 

 

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Segundo a Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia somente 5% a 10% da população brasileira de recém-nascidos fazem a triagem auditiva durante o primeiro ano de vida com fonoaudiólogo ou otorrinolaringologista, mesmo com a obrigatoriedade do "Teste da Orelhinha", previsto por Lei desde 2011. Em Minas Gerais, por exemplo, segundo informações de 2010, da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES), o Programa Estadual de Triagem Auditiva Neonatal atende apenas 13% dos nascidos, cerca de 2,9 mil crianças, quando deveria oferecer o serviço a 100% da nova população.

 

BEB 1 ~1A recomendação, segundo a instituição, é de que o exame seja feito nos primeiros 15 dias de vida e repetido a cada seis meses, durante os 4 primeiros anos de vida, visto que o teste serve para identificar 90% das perdas auditivas, desde as leves até as mais graves. Mesmo assim, no Brasil a idade média de diagnóstico é de quatro anos, considerada muito tardia pelos médicos. Diagnósticos de perda auditiva que são feitos até os 06 meses de idade, fazem com que a criança possa adquirir habilidades de linguagem similar às crianças com audição normal.

 

O teste da orelhinha, para a Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia, é tão importante quanto o famoso teste do pezinho, isto porque a deficiência auditiva atinge três a cada mil bebês nascidos no Brasil.  Segundo a pediatra Sônia Regina da Silva, o exame serve para identificação precoce da surdez, para que se tenha condições de tratá-la o mais rápido possível com o implante da prótese coclear, se necessário


Ela explica, ainda, que através de Emissões Otoacústicas Evocadas, o exame diagnostica deficiências sutis que não são percebidas no cotidiano. O aparelho mede a sensibilidade do bebê a sons emitidos em seu ouvido. Caso ele não ouça o ruído, seus cílios não se movimentam e o equipamento acusa a deficiência.

 

 

Embora a atenção às doenças auditivas não se resuma ao teste, ele é a porta de entrada para um amplo acompanhamento da criança, porque quanto mais cedo for feita a correção, maiores serão os benefícios e menores os riscos do problema prejudicar o desenvolvimento e a aprendizagem infantil, evitando o comprometimento da comunicação. Para isso, recomenda a pediatra, exames auditivo e oftalmológico devem ser feitos imediatamente após o parto, no hospital.


Fonte: http://www.jmonline.com.br/

 

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