Sáb, 21 de Julho de 2018
Banner
NewsLetter

    confira-videos

      icon-twitter icon-facebook icon-Gmais 

Entidade alerta sobre o ruído e sua repercussão na saúde e no meio ambiente

hits: 3256
por Kendra Chihaya
Qua, 18 de Abril de 2012 03:26
PDF Imprimir E-mail


INAD promove na quarta-feira (25) campanha no Dia Internacional de Conscientização sobre o Ruído que, segundo a OMS, é a causa de problemas auditivos em cerca de 120 milhões de pessoas

Cartaz INAD 2012 X5CurvasO impacto do ruído na audição, saúde e qualidade de vida não pode ser questionado. A poluição sonora é a terceira forma de poluição que mais afeta o planeta. Dada a sua repercussão na saúde e no meio ambiente, é considerada um problema de Saúde Pública mundial.

Diversas pesquisas e estudos já mostraram em todo o mundo os perigos para a audição causados pela exposição repetida ao ruído. Várias publicações já provaram que o ruído, junto com outros agentes causadores de stress, está relacionado com mudanças físicas e psicológicas negativas nos seres humanos.

Por conviver diariamente com o barulho, a humanidade está acostumada com sua presença e, em muitos casos, não percebe seus efeitos maléficos na saúde e na qualidade de vida. O resultado disso é que, infelizmente, tem crescido a incidência de perdas auditivas causadas pelo ruído (PAIR), inclusive em crianças e adolescentes. Segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de 120 milhões de pessoas no mundo têm a audição afetada pelo ruído.

Os indivíduos e as comunidades não mais aceitam o ruído como um efeito colateral da sociedade industrializada. Por este conjunto de fatores, há 16 anos, a League for the Hard of Hearing, atualmente o Center for Hearing and Comunication, promove mundialmente um evento de conscientização, que consiste em 60 segundos de silêncio, para destacar o impacto do ruído na vida cotidiana, proporcionando aos participantes uma pausa e uma oportunidade de conscientização sobre um problema que atinge a todos.

No Brasil, a campanha tem o nome International Noise Awareness Day (INAD) ou Dia Internacional de Conscientização sobre o Ruído e conta desde 2008 com o apoio da Sociedade Brasileira de Acústica (SOBRAC) e a Academia Brasileira de Audiologia (ABA).

Neste ano, o "Dia Internacional da Conscientização Sobre o Ruído" será comemorado no dia 25 de abril. Serão 60 segundos de silêncio, entre 14:25 e 14:26, para proporcionar uma reflexão sobre todos estes impactos que o ruído tem na saúde e no meio ambiente. O Lema da campanha deste ano é "Bem-estar garantido é Bem-estar sem Ruído"

O objetivo da campanha deste ano é conscientizar a população brasileira sobre o ruído e seus efeitos. Isso inclui conscientização sobre os efeitos do ruído na saúde, na qualidade de vida, no meio ambiente, bem como a conscientização sobre a responsabilidade de cada um em reduzir o ruído gerado pelas atividades diárias.


Junte-se a essa iniciativa e divulgue o International Noise Awareness Day (INAD) em sua comunidade: promova eventos na sua empresa, bairro ou escola e ajude a fazer do Dia Internacional de Conscientização sobre o Ruído um grande evento também aqui no Brasil.

 

Ruído e seus efeitos

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a poluição sonora é considerada a terceira causa que afeta o meio ambiente, perdendo apenas para a poluição dos rios e do ar.

A exposição constante a níveis de ruído elevados (superiores a 80 dB) pode causar uma perda auditiva que não se percebe no início, se instala silenciosa e lentamente e é definitiva. Para termos uma referência, abaixo alguns exemplos de situações e os níveis sonoros equivalentes:


•    Sala silenciosa: 55 dB 

•    Conversa a 1 metro de distância = 70 dB;

•    Tráfego de veículos em grandes avenidas = 85 dB

•    MP3 no volume médio = 95 dB

•    Show de música = 110 dB

•    Turbina de avião = 140 dB

Além dos problemas auditivos, o ruído pode causar também problemas extra-auditivos, como: insônia; cansaço; estresse, depressão, hipertensão, perda de atenção, perda de concentração, perda de memória, problemas de equilíbrio, queda de rendimento escolar e profissional.


Perda auditiva por Ruído (PAIR)

A Perda Auditiva Induzida por Ruído (PAIR) está presente em diversos ramos de atividade, principalmente siderurgia, metalurgia e vidraria, entre outros. Além dos sintomas auditivos frequentes (perda auditiva, dificuldade de compreensão de fala, zumbido e intolerância a sons intensos), o trabalhador portador de PAIR pode apresentar outros sintomas, como cefaleia, tontura, irritabilidade e problemas digestivos.


Por Lei, a norma regulamentadora no. 15, da Portaria 3.214/1978 estabeleceu que 85 dB é o limite de tolerância para uma exposição diária de 8 horas a ruídos contínuos ou intermitentes. Nos casos de exposição a níveis mais elevados de pressão sonora, faz-se necessário o uso do equipamento de proteção auditiva (EPA). Os protetores auditivos podem prevenir alterações da audição. Os indivíduos que não utilizam o EPA ou não fazem repouso auditivo após a jornada de trabalho, são mais suscetíveis a desenvolver a Perda Auditiva Ocupacional.

 

Desta forma, considera-se de extrema importância, realizar um Programa de Prevenção de Perda Auditiva que está incluso no Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA).

 

Estudos internacionais estimam que 25% da população trabalhadora exposta seja portadora de PAIR em algum grau. No Brasil cerca de 15% dos trabalhadores possuem PAIR. Isso reforça a importância da conscientização e notificação, que torna possível o conhecimento da realidade e o dimensionamento das ações de prevenção e assistência necessárias.


INAD nos estados

Para saber mais sobre a programação do INAD no Dia Internacional de Conscientização do Ruído no seu estado, entre em contato com os coordenadores da campanha:

 

Alagoas:

Coordenação: Profa. Maria Lucia Oiticica (Univ. Federal de Alagoas),  Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

 

Ceará:

Coordenação: Aurélio Brito,  Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.


Distrito Federal / Goiás e Tocantis:

Carolina Ferreira Campos Flumian,  Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

 

Mato Grosso:

Coordenação: Irla Milane Souza Vasconcelos, Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.


Minas Gerais:

Coordenação: Luciana Pereira da Rocha Thomsen, (Secretaria do Meio Ambiente), Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

 

Paraíba:

Coordenação: Profa Hannalice Gottschalck (Dep. de Fonoaudiologia – UFPB),  Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

Prof. Wagner Teobaldo (Dep. de Fonoaudiologia – UFPB), Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

 

Paraná:

Coordenação: Prof. Dra. Angela Ribas (Universidade Tuiuti do Paraná), Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

 

Rio de Janeiro:

Coordenação: Marta Ribeiro Valle Macedo (Fiocruz),  Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

e Marcia Soalheiro de Almeida (Fiocruz), Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

 

Rondônia:

Coordenação: Profa Fernanda Soares Aurélio, Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

 

Rio Grande do Sul:

Coordenação: Profa. Dra. Roberta Alvarenga Reis, Fga. (UFRGS),  Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

 

Santa Catarina:

Coordenação: Fga. Luciana Bramatti,  Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

e Profa. Simone Roggia,  Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

 

 

FONTE: SOBRAC - SOCIEDADE BRASILEIRA DE ACÚSTICA – www.sobrac.org.br / INAD Brasil - www.inadbrasil.org


 

Leia Mais:

Insônia, ansiedade, estresse, depressão estão associados à zumbido e perda auditiva

Excesso de barulho nas escolas pode gerar danos à audição

"Tinnitus" pode ser reduzido por meio de terapia Acoustic Coordinated Reset (ACR)

Coma batatas fritas e perca a sua audição

Um entre cada seis adolescentes tem tendência a perda auditiva precoce