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Terapia genética surge como nova promessa para reverter a perda auditiva congênita

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por Kendra Chihaya
Seg, 19 de Novembro de 2012 03:28
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Uma promissora terapia genética para surdez congênita promete reverter a perda de audição hereditária por meio de uma injeção de uma proteína dentro do ouvido interno.

 

terapia gDe acordo com estudo pré-clínico, coordenado pelo professor Dr. Lawrence Lustig da Universidade da Califórnia em São Francisco-EUA e publicado pela Cell Press no Journal Neuron em 26 julho de 2012, estamos diante de um novo e revolucionário tratamento para surdez genética em seres humanos.

"Esta é a primeira vez que a perda auditiva congênita tem sido tratada com total sucesso em ratos de laboratório, e, como tal, representa um marco importante para o tratamento da surdez genética em seres humanos" afirma Lustig.

Segundo Lustig, a perda auditiva sensorial, resultado de danos nas células ciliadas do ouvido interno, é um dos problemas mais comuns nos seres humanos. Cerca da metade dos casos do problema a perda auditiva é congênita, causada por defeitos genéticos. No entanto, as atuais opções de tratamento não restauram a audição aos níveis normais. Corrigir os defeitos genéticos subjacentes tem alto potencial de restaurar completamente a audição. Partindo deste desafio, visto que mutações genéticas anteriores não foram bem sucedidas, iniciou-se este estudo.

 

Sobre a pesquisa

Genetic hearing lossLustig e sua equipe usaram camundongos com surdez hereditária causada por uma mutação em um gene que codifica uma proteína chamada glutamato vesicular transportador-3 (VGLUT3). Esta proteína, segundo os pesquisadores, é essencial para as células ciliadas do ouvido interno enviarem os sinais que permitem a audição.

Por duas semanas os pesquisadores injetaram dentro do ouvido interno de ratos com surdez congênita o gene VGLUT3, após este prazo a audição foi restaurada em todos os ratos pesquisados. Em ratos adultos audição se manteve em níveis normais entre sete semanas há um ano e meio. Já os ratos recém-nascidos que receberam o tratamento tiveram sua audição restaurada pelo menos por nove meses.

"A terapia não danificou o ouvido interno e ainda corrigiu alguns defeitos estruturais nas células ciliadas internas. Como o método utilizado para a entrega do gene é seguro e eficaz nos animais, o resultado se mostra promissor para futuros estudos em seres humanos. Durante anos os cientistas vêm insinuando a possibilidade de terapia genética como potencial cura para surdez. Nesse estudo nós estamos dando um passo muito real para este objetivo", diz Lustig.

Referência: Omar Akil, Rebecca P. Seal, Kevin Burke, Chuansong Wang, Aurash Alemi, Matthew During, Robert H. Edwards, Lawrence R. Lustig. Restoration of Hearing in the VGLUT3 Knockout Mouse Using Virally Mediated Gene Therapy . Neuron , 2012; 75 (2): 283 DOI:10.1016/j.neuron.2012.05.019

 

Fonte: Cell Press

 

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