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Testes auditivos em recém-nascidos trazem benefícios para o futuro

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por Kendra Chihaya
Qua, 02 de Fevereiro de 2011 20:05
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Segundo um novo estudo, realizar uma triagem para verificar problemas de audição nas primeiras semanas de vida das crianças (RANU) traz benefícios posteriores à vida das mesmas, especialmente quando as intervenções detectam rapidamente qualquer deficiência.

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Nos EUA, por exemplo, entre um e quatro em cada mil bebês nascidos têm uma deficiência auditiva, o que torna este problema o mais comum nos bebés. Desde que a recomendação americana de que todos os recém-nascidos tivessem sua audição examinada, mais casos estão a ser detectados cedo, bastante inferior à idade média de detectação de problemas auditivos que era de 3 anos.

Hoje, cerca de 97% dos recém-nascidos nos EUA são examinados. A Holanda também abraçou esta triagem auditiva neo-natal universal entre seus recém-nascidos. E, tal como nos EUA, a adoção foi gradual.

Os médicos afirmam que a audição é essencial para o desenvolvimento da fala e da linguagem. Portanto, o tratamento precoce da perda auditiva, como este estudo parece indicar, resulta no futuro, num melhor discurso e uso da linguagem.

Quando a perda auditiva é encontrada, muitos tratamentos podem ser realizados, como aparelhos auditivos, implantes internos de ouvido (implante coclear) e programas de desenvolvimento da fala e linguagem. Estes tratamentos têm benefícios em todas as idades, mas o ganho é muito maior se iniciado com poucos meses de vida.

Na Holanda, os investigadores aproveitaram a diversidade de métodos de triagem durante o período de implantação do método para avaliar os custos da nova estratégia e os seus benefícios.

O estudo incluiu mais de meio milhão de crianças holandesas. Foram analisados os resultados de quase 600 mil bebês nascidos entre 2003 e 2005, comparando as crianças nascidas nas regiões em que a triagem auditiva neonatal já se fazia de forma universal, com os nascidos numa região onde a norma era um teste comportamental realizado aos 9 meses de idade.

Entre as crianças submetidas à triagem neonatal, menos de uma (0,78) em 1.000 foram diagnosticadas com perda auditiva. Da mesma forma, 0,73 de cada 1.000 bebês foram diagnosticados com perda auditiva através do teste comportamental.

Comparativamente com o teste comportamental, os investigadores descobriram que a triagem neonatal levou a um melhor desenvolvimento social e motor dos 3 aos 5 anos de idade. Estas crianças também pontuaram mais no que respeita a qualidade de vida global.

Dois tipos diferentes de testes de triagem auditiva podem ser usados. Num deles, chamado de emissões otoacústicas, um altifalente de ouvido e um microfone em miniatura são colocados na orelha do bebê. Sons são reproduzidos, e uma resposta é medida. Se o bebê ouve normalmente, um eco volta para o canal auditivo e é captado pelo microfone. Se o bebê tem algum problema de audição, o eco não é ouvido.

No outro teste, chamado audiometria de tronco encefálico, os sons são reproduzidos nos ouvidos do bebê e eletrodos são colocados na sua cabeça para detectar respostas. Este teste mede a forma como o nervo auditivo responde aos sons, e pode identificar bebês com perda auditiva. Ambos os testes são seguros e confortáveis.

Apesar dessa triagem inicial ser extremamente importante, os pesquisadores notaram que, infelizmente, nem todos os problemas de audição detectados no estudo foram seguidos por intervenções precoces.

Além disso, afirmam que a triagem auditiva neonatal não exclui a hipótese dos bebês desenvolverem perda de audição numa fase posterior.

Segundo os cientistas, os pais das crianças devem levar os resultados da triagem auditiva neonatal a sério. Além disso, mesmo que os testes das crianças dêem um resultado normal, estas devem ter sua audição examinada novamente se houver um atraso notável na fala ou se os pais notarem uma diminuição da sua resposta a sons.

fonte: Testes auditivos em recém-nascidos trazem benefícios a suas vidas

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